sexta-feira, 18 de junho de 2010

AS TRES SOMBRAS

Numa estrada deserta, em noite fria, deslizavam, tristes, três sombras encapuzadas e perdidas em si mesmas. 

Seguiam quase mudas mas, de quando em quando, entreolhavam-se inquietas e murmuravam expressões sem nexo.

Numa curva inesperada, num encontro de vários caminhos, pararam, observaram e, antes de seguirem rumos diferentes, apresentaram-se.
  
A primeira, a mais alta e negra, aproximou-se das demais e, gargalhando, esclareceu:

Eu sou a ira.

Faço-me de caminho mais curto para a morte.

Vivem comigo o desespero e a tragédia.

Trajo-me de orgulho.

O ódio segue-me os passos e calço-me com as sandálias da revolta.

Acompanho o homem desde que o mundo é mundo e pretendo viver com ele eternamente...

Todos me acolhem a toda hora, sem indagação nem exigência.

Com um simples apelo sou recebida com prazer em toda parte.

Sou feliz assim e gosto de atrair todo mundo a mim.
  
A segunda sombra, tristonha e trêmula, falou receosa:

Eu me chamo medo.

Sou a porta larga que conduz à loucura.

Ando despido, mas tenho grande força.

E, olhando para a ira, falou com arrogância:

Você é facilmente vencida por alguns minutos de meditação, prece, perdão, e suas companheiras morrem assim que a humildade se apresente.

Mas eu sou invencível!

Escondo-me na luz e nas trevas, entre sábios e ignorantes, grandes e pequenos, ricos e pobres. Moro em todo lugar.

Como rei, cerco-me de bajuladores fiéis: a dúvida, o receio, a desconfiança, o pavor...

Fez-se breve intervalo e as duas megeras se olharam, quase sorrindo e, fitando a terceira companheira, perguntaram ansiosas:

Quem és tu, filha da tristeza?

Eu? - Inquiriu a sombra pesarosa -

Sou vossa irmã.

E qual é teu nome?

Indagaram numa só voz.

Bem, eu até nem sei ao certo...

Uns chamam-me de infortúnio, outros de felicidade e muitos de desgraça.

Sempre vivi errante, perseguida, odiada.

Jamais pude sorrir.

E, fechando os olhos como quem se recorda de algo, falou com grande emoção:

Um dia, numa estrada como esta, encontrei

Alguém que sorriu para mim.

Era moço, alto e belo.

Tinha olhos mansos e meiga voz, embora Seu rosto refletisse tristeza imensa...

Logo depois, fitou-me comovido e, mudo, passou...

Notei que muitos o seguiam, chamando-lhe Mestre.

Tempos depois eu o encontrei novamente.

Era noite e Ele orava num lugar sombrio, chamado Horto das Oliveiras...

Olhei-O e Ele reconheceu-me.

Seu rosto suado cobriu-Se com ligeiro sorriso e Ele disse-me:

"Não desfaleças, irmã!

Segue tua trilha."

Daquele momento em diante não o deixei mais...

Acompanhei-O atado a cordas, suportando os golpes do chicote dilacerando-Lhe as carnes, a fúria dos perseguidores, a solidão, o abandono...

E quando Ele Se agitava na cruz, cercado da multidão encolerizada, fitou-me quase sem forças e murmurou só para mim:

"Avança, missionária.

Longa, difícil e bela é a tua tarefa.

Não mais seguirás a ira e o medo.

Serás minha mensageira ao mundo desatento...

Caminharás só e incompreendida, ensinando em silêncio...

De quando em quando, terás a companhia das lágrimas e da saudade, mas em teu caminho deixarás esperança e paz.

Vai, dor irmã.

E em meu nome ergue as minhas ovelhas.

Chama-as a mim.

Fala-lhes da paciência e da resignação, da coragem e bom ânimo."

E depois de rápida pausa concluiu:

Sou a dor.

Acompanhei Aquele moço belo, de olhos mansos e meiga voz, até os últimos minutos de Sua breve existência entre os homens.

E é em nome Dele que busco Suas ovelhas e as conduzo ao Seu aprisco.

Houve profundo silêncio...

O vento soprou mais forte e, despedindo-se, as três sombras seguiram, cada uma por caminho diferente.

Redação do Momento Espírita

com base no cap.32 do livro Crestomatia da imortalidade, por Espíritos diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O CAVALO DE DEZ MILHÕES




Imagine que você tivesse um cavalo puro sangue que valesse um milhão de reais. 
Como você o trataria?
Você o encheria de café? 
Deixaria ele fumar? 
Como seria sua alimentação? 
Você permitiria que ele ficasse alguns quilos acima do normal? 
Estressado ou sem dormir? 
Sujo, sem tomar banho?
Com certeza absoluta não. 
Provavelmente cuidaria dele com imenso carinho e atenção total. 
Todos os detalhes seriam rigorosamente supervisionados e imediatamente resolvidos. 
Afinal, ali estaria um campeão – o seu campeão.
Você já deve estar imaginando para onde quero ir com esta história. 
Todos os dias temos pessoas à nossa volta que são muito mais valiosas do que o cavalo desta história, e muitas vezes não lhe damos a atenção que merecem, porque estamos sempre muito ocupados com alguma bobagem de curto prazo que parece muito mais importante. 
E no longo prazo muitas vezes perdemos esses campeões por pura falta de atenção.
Essa atenção pode estar até mesmo faltando para nós mesmos: como você se trata – como campeão ou como pangaré? 
Alimentação, exercício, sono? 
Nossas necessidades básicas, em ordem de importância, são as físicas, as espirituais, as sociais, as intelectuais e só depois as financeiras. 
Mas parece que em muita gente a ordem está totalmente invertida. 
E depois não entendem porque não conseguem resultados de campeão.
Mesma coisa com família, principalmente filhos e marido/esposa. 
Como você trata as pessoas à sua volta? 
Como verdadeiros campeões de um milhão? 
Se alguém viesse e perguntasse às pessoas a sua volta quais são as suas prioridades, qual seria a resposta?
Uma pessoa que trate como verdadeiros campeões aos outros e também a si mesmo, conseguirá muitos mais resultados, em todos os sentidos, do que alguém que faça o contrário. 
Então não entendo porque tem tanta gente fazendo o contrário. 
Pense bem nisso, porque na sua vida é você quem decide: pangaré ou puro sangue? 
Então aja de acordo.
Raúl Candeloro

terça-feira, 15 de junho de 2010

AS COISAS NEM SEMPRE SÃO O QUE PARECEM

Recebi este texto por e mail, e achei muito interessante a história, desconheço a autoria, mas vale a pena ler e refletir, pois as coisas nem sempre são da maneira em vimos, ou imaginamos.

Dois Anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família muito rica. A família era rude e não permitiu que os Anjos ficassem no quarto de hóspedes da mansão. Em vez disso, deram aos Anjos um espaço pequeno no frio sótão da casa.
À medida que eles faziam a cama no duro piso, o Anjo mais velho viu um buraco na parede e o tapou. Quando o Anjo mais jovem perguntou: por que?, o Anjo mais velho respondeu: "As coisas nem sempre são o que parecem".
Na noite seguinte, os dois anjos foram descansar na casa de um casal muito pobre, mas o senhor e sua esposa eram muito hospitaleiros. Depois de compartilhar a pouca comida que a família pobre tinha, o casal permitiu que os Anjos dormissem na sua cama onde eles poderiam ter uma boa noite de descanso.
Quando amanheceu, ao dia seguinte, os anjos encontraram o casal banhado em lágrimas. A única vaca que eles tinham, cujo leite havia sido a única entrada de dinheiro, jazia morta no campo. O Anjo mais jovem estava furioso e perguntou ao mais velho: "como você permitiu que isto acontecesse? O primeiro homem tinha de tudo e, no entanto, você o ajudou"; o Anjo mais  jovem o acusava. "A segunda família tinha pouco, mas estava disposta a compartilhar tudo, e você permitiu que a vaca morresse".
"As coisas nem sempre são o que parecem," respondeu o anjo mais velho. "Quando estávamos no sótão daquela imensa mansão, notei que havia ouro naquele buraco da parede. Como o proprietário estava obcecado com a avareza e não estava disposto a compartilhar sua boa sorte, fechei o buraco de maneira que ele nunca mais o encontraria."
"Depois, ontem à noite, quando dormíamos na casa da família pobre, o anjo da morte veio em busca da mulher do agricultor. E eu lhe dei a vaca em seu lugar. As coisas nem sempre são como parecem."
Algumas vezes, isso é exatamente o que acontece quando as coisas não saem da maneira como esperamos. Se você tiver fé, somente necessita confiar que seja quais forem as coisas que aconteçam, sempre serão uma vantagem para você. E talvez você  venha a compreender isto só um pouco mais tarde…


O ontem é história.
O amanhã um mistério.
O hoje é uma dádiva.
E é por isto que se chama Presente!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

7 passos para você fazer o que ama


Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor. Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida.
7 passos para você fazer o que ama (o mundo precisa disso)

As grandes mudanças ocorrem quando as pessoas estão profundamente apaixonadas, e tem um grande amor pelo que fazem.
Se deseja fazer alguma diferença no mundo, a única e mais importante coisa que você pode fazer é escolher conscientemente e deliberadamente trabalhar naquilo que você é apaixonado.
Nenhuma outra escolha terá um maior impacto no planeta, ou em sua vida.
Se o seu trabalho é chato, você provavelmente não causará muito impacto. Você pode até oferecer algum valor para as pessoas. Suficiente para pagar seu aluguel, suficiente para sobreviver. Mas não provocaria mudanças. E certamente não inspiraria outras pessoas. Se o seu trabalho é chato, as chances são de você fazer só o suficiente para não ser demitido.
Mas se o seu trabalho instiga você, o mantém motivado até tarde da noite, e te completa, você fará mais. Você se entregará completamente. Investirá todo seu tempo nisso, com mais energia, mais paixão. Porque vale a pena. É gratificante.
As grandes mudanças ocorrem quando as pessoas estão profundamente apaixonadas, e tem um grande amor pelo que fazem.
                                                                                             
No fim do dia pensará: “Meu tempo foi bem gasto hoje.”
Portanto, a verdadeira questão não é se deve ou não fazer o trabalho chato ou passional. A questão é como começar.
Os 7 passos para começar a ser pago para fazer o que ama:
1. Encontre sua paixão
Isso é sobre o seu grande amor, e que o faz vivo. Para começar, pergunte: “Pelo que eu sou louco?” “Sobre o que eu poderia falar por horas?” e “O que eu faria de graça?
2. Encontre seus pontos fortes
O que estamos procurando são coisas em que você é naturalmente bom, e que te acompanham desde o nascimento. Isto é sobre a contribuição dos seus dons para o mundo. Pra começar, procure seus amigos, família ou colegas e pergunte a eles três coisas em que você é naturalmente talentoso.
3. Encontre seu valor
Encontrar a intersecção entre o que você é bom e o que as pessoas estão dispostas a pagar a você é o que fará toda a diferença. Se você não encontrar uma forma de ser pago para fazer o que ama, os próximos passos não serão muito úteis. Então vale a pena gastar algum tempo para descobrir isso. Pra começar, pense sobre os benefícios que você dará as pessoas contribuindo com seu valor. Procure por necessidades reais das pessoas, e que tenham relação com o valor que você está oferecendo.
4. Comprometa-se
Eu acredito, que mais do que qualquer outra razão, as pessoas falham no caminho do sucesso quando não se comprometem. Pensar “eu não sei” ou “talvez um dia” não levarão você ao ponto de fazer o que ama para viver. É preciso um forte comprometimento para fazer essa mudança em si mesmo. Em vez de pensar “Eu não sei”, pense “Eu vou descobrir”. Lembre-se, grandes jornadas começam com o primeiro passo.
5. Permita que aconteça
Por mais que você queira fazer essa mudança em si mesmo, pode ser difícil abandonar velhos padrões de pensamento e comportamento. Geralmente pensamos que “trabalho não deve ser divertido” ou que “devemos suportá-lo”. Derrubar estas crenças pode ser difícil, mas avançar em uma nova direção com certeza vale a pena.
6. O que você abandonará?
Você pode estar pensando que não tem tempo para encarar uma nova empreitada, e você está certo. Você não terá tempo até que você arrume tempo. Há muitas coisas que colocamos em nossas agendas que achamos que temos que fazer. Mas na verdade, nosso mundo não desmoronaria se escolhessemos fazer outra coisa. Faça uma lista de todas as atividades que consomem seu tempo e que serão abandonadas para que você tenha o tempo suficiente para a nova jornada.
7. Você dirá Sim a si mesmo?
Você pode querer se tornar um escritor, dentista, conselheiro, pintor ou palestrante. Se você sabe que é isso que pretende fazer e que dará significado a sua vida, então permita ser assim chamado, mesmo não estando ainda estabelecido. Mesmo se você não faça disso uma profissão em tempo integral. Abrace sua paixão, completamente e sem reservas.

Embora haja mais em sua jornada do que esses sete passos, este será um grande começo. Clareza e compromisso são os maiores passos, o resto é fácil. Um passo de cada vez.
Você chegará lá. Ninguém poderá impedi-lo se você realmente desejar algo.
E lembre-se, o mundo precisa que você faça o que ama. Nada mais pode gerar mudança, ou ter um impacto maior.

Dê-se permissão. Precisamos de seus dons.


(Este artigo foi publicado no Blog Zumk de Robson Zumkeller e posteriormente publicado no Blog de meus amigos do Pto de Contato. Este artigo foi traduzido e adaptado do post The World Needs You to Do What You Love de Jonathan Mead. Fonte:
http://www.superempreendedores.com/empreendedorismo/7-passos-para-voce-fazer-o-que-ama-o-mundo-precisa-disso )