terça-feira, 20 de julho de 2010

Feliz dia do Amigo

Imagem: Google imagens


Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade no reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos pra sempre.

Há duas formas para se viver a vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

sexta-feira, 18 de junho de 2010

AS TRES SOMBRAS

Numa estrada deserta, em noite fria, deslizavam, tristes, três sombras encapuzadas e perdidas em si mesmas. 

Seguiam quase mudas mas, de quando em quando, entreolhavam-se inquietas e murmuravam expressões sem nexo.

Numa curva inesperada, num encontro de vários caminhos, pararam, observaram e, antes de seguirem rumos diferentes, apresentaram-se.
  
A primeira, a mais alta e negra, aproximou-se das demais e, gargalhando, esclareceu:

Eu sou a ira.

Faço-me de caminho mais curto para a morte.

Vivem comigo o desespero e a tragédia.

Trajo-me de orgulho.

O ódio segue-me os passos e calço-me com as sandálias da revolta.

Acompanho o homem desde que o mundo é mundo e pretendo viver com ele eternamente...

Todos me acolhem a toda hora, sem indagação nem exigência.

Com um simples apelo sou recebida com prazer em toda parte.

Sou feliz assim e gosto de atrair todo mundo a mim.
  
A segunda sombra, tristonha e trêmula, falou receosa:

Eu me chamo medo.

Sou a porta larga que conduz à loucura.

Ando despido, mas tenho grande força.

E, olhando para a ira, falou com arrogância:

Você é facilmente vencida por alguns minutos de meditação, prece, perdão, e suas companheiras morrem assim que a humildade se apresente.

Mas eu sou invencível!

Escondo-me na luz e nas trevas, entre sábios e ignorantes, grandes e pequenos, ricos e pobres. Moro em todo lugar.

Como rei, cerco-me de bajuladores fiéis: a dúvida, o receio, a desconfiança, o pavor...

Fez-se breve intervalo e as duas megeras se olharam, quase sorrindo e, fitando a terceira companheira, perguntaram ansiosas:

Quem és tu, filha da tristeza?

Eu? - Inquiriu a sombra pesarosa -

Sou vossa irmã.

E qual é teu nome?

Indagaram numa só voz.

Bem, eu até nem sei ao certo...

Uns chamam-me de infortúnio, outros de felicidade e muitos de desgraça.

Sempre vivi errante, perseguida, odiada.

Jamais pude sorrir.

E, fechando os olhos como quem se recorda de algo, falou com grande emoção:

Um dia, numa estrada como esta, encontrei

Alguém que sorriu para mim.

Era moço, alto e belo.

Tinha olhos mansos e meiga voz, embora Seu rosto refletisse tristeza imensa...

Logo depois, fitou-me comovido e, mudo, passou...

Notei que muitos o seguiam, chamando-lhe Mestre.

Tempos depois eu o encontrei novamente.

Era noite e Ele orava num lugar sombrio, chamado Horto das Oliveiras...

Olhei-O e Ele reconheceu-me.

Seu rosto suado cobriu-Se com ligeiro sorriso e Ele disse-me:

"Não desfaleças, irmã!

Segue tua trilha."

Daquele momento em diante não o deixei mais...

Acompanhei-O atado a cordas, suportando os golpes do chicote dilacerando-Lhe as carnes, a fúria dos perseguidores, a solidão, o abandono...

E quando Ele Se agitava na cruz, cercado da multidão encolerizada, fitou-me quase sem forças e murmurou só para mim:

"Avança, missionária.

Longa, difícil e bela é a tua tarefa.

Não mais seguirás a ira e o medo.

Serás minha mensageira ao mundo desatento...

Caminharás só e incompreendida, ensinando em silêncio...

De quando em quando, terás a companhia das lágrimas e da saudade, mas em teu caminho deixarás esperança e paz.

Vai, dor irmã.

E em meu nome ergue as minhas ovelhas.

Chama-as a mim.

Fala-lhes da paciência e da resignação, da coragem e bom ânimo."

E depois de rápida pausa concluiu:

Sou a dor.

Acompanhei Aquele moço belo, de olhos mansos e meiga voz, até os últimos minutos de Sua breve existência entre os homens.

E é em nome Dele que busco Suas ovelhas e as conduzo ao Seu aprisco.

Houve profundo silêncio...

O vento soprou mais forte e, despedindo-se, as três sombras seguiram, cada uma por caminho diferente.

Redação do Momento Espírita

com base no cap.32 do livro Crestomatia da imortalidade, por Espíritos diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O CAVALO DE DEZ MILHÕES




Imagine que você tivesse um cavalo puro sangue que valesse um milhão de reais. 
Como você o trataria?
Você o encheria de café? 
Deixaria ele fumar? 
Como seria sua alimentação? 
Você permitiria que ele ficasse alguns quilos acima do normal? 
Estressado ou sem dormir? 
Sujo, sem tomar banho?
Com certeza absoluta não. 
Provavelmente cuidaria dele com imenso carinho e atenção total. 
Todos os detalhes seriam rigorosamente supervisionados e imediatamente resolvidos. 
Afinal, ali estaria um campeão – o seu campeão.
Você já deve estar imaginando para onde quero ir com esta história. 
Todos os dias temos pessoas à nossa volta que são muito mais valiosas do que o cavalo desta história, e muitas vezes não lhe damos a atenção que merecem, porque estamos sempre muito ocupados com alguma bobagem de curto prazo que parece muito mais importante. 
E no longo prazo muitas vezes perdemos esses campeões por pura falta de atenção.
Essa atenção pode estar até mesmo faltando para nós mesmos: como você se trata – como campeão ou como pangaré? 
Alimentação, exercício, sono? 
Nossas necessidades básicas, em ordem de importância, são as físicas, as espirituais, as sociais, as intelectuais e só depois as financeiras. 
Mas parece que em muita gente a ordem está totalmente invertida. 
E depois não entendem porque não conseguem resultados de campeão.
Mesma coisa com família, principalmente filhos e marido/esposa. 
Como você trata as pessoas à sua volta? 
Como verdadeiros campeões de um milhão? 
Se alguém viesse e perguntasse às pessoas a sua volta quais são as suas prioridades, qual seria a resposta?
Uma pessoa que trate como verdadeiros campeões aos outros e também a si mesmo, conseguirá muitos mais resultados, em todos os sentidos, do que alguém que faça o contrário. 
Então não entendo porque tem tanta gente fazendo o contrário. 
Pense bem nisso, porque na sua vida é você quem decide: pangaré ou puro sangue? 
Então aja de acordo.
Raúl Candeloro

terça-feira, 15 de junho de 2010

AS COISAS NEM SEMPRE SÃO O QUE PARECEM

Recebi este texto por e mail, e achei muito interessante a história, desconheço a autoria, mas vale a pena ler e refletir, pois as coisas nem sempre são da maneira em vimos, ou imaginamos.

Dois Anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família muito rica. A família era rude e não permitiu que os Anjos ficassem no quarto de hóspedes da mansão. Em vez disso, deram aos Anjos um espaço pequeno no frio sótão da casa.
À medida que eles faziam a cama no duro piso, o Anjo mais velho viu um buraco na parede e o tapou. Quando o Anjo mais jovem perguntou: por que?, o Anjo mais velho respondeu: "As coisas nem sempre são o que parecem".
Na noite seguinte, os dois anjos foram descansar na casa de um casal muito pobre, mas o senhor e sua esposa eram muito hospitaleiros. Depois de compartilhar a pouca comida que a família pobre tinha, o casal permitiu que os Anjos dormissem na sua cama onde eles poderiam ter uma boa noite de descanso.
Quando amanheceu, ao dia seguinte, os anjos encontraram o casal banhado em lágrimas. A única vaca que eles tinham, cujo leite havia sido a única entrada de dinheiro, jazia morta no campo. O Anjo mais jovem estava furioso e perguntou ao mais velho: "como você permitiu que isto acontecesse? O primeiro homem tinha de tudo e, no entanto, você o ajudou"; o Anjo mais  jovem o acusava. "A segunda família tinha pouco, mas estava disposta a compartilhar tudo, e você permitiu que a vaca morresse".
"As coisas nem sempre são o que parecem," respondeu o anjo mais velho. "Quando estávamos no sótão daquela imensa mansão, notei que havia ouro naquele buraco da parede. Como o proprietário estava obcecado com a avareza e não estava disposto a compartilhar sua boa sorte, fechei o buraco de maneira que ele nunca mais o encontraria."
"Depois, ontem à noite, quando dormíamos na casa da família pobre, o anjo da morte veio em busca da mulher do agricultor. E eu lhe dei a vaca em seu lugar. As coisas nem sempre são como parecem."
Algumas vezes, isso é exatamente o que acontece quando as coisas não saem da maneira como esperamos. Se você tiver fé, somente necessita confiar que seja quais forem as coisas que aconteçam, sempre serão uma vantagem para você. E talvez você  venha a compreender isto só um pouco mais tarde…


O ontem é história.
O amanhã um mistério.
O hoje é uma dádiva.
E é por isto que se chama Presente!