domingo, 25 de julho de 2010

Dia de São Cristovão


Viveu em 251 DC e é o patrono dos viajantes e é um dos "Quatorze Santos Ajudantes" que apareceram para Santa Joana D’Arc. Um mártir, São Cristóvão chamado Kester morreu em Lycia ,na Ásia Menor (atualmente Turquia). Diz a tradição que ele era um homem muito forte que ajudava as pessoas a cruzarem o rio. Um dia um menino pediu para ajuda-lo e São Cristóvão colocou-o nos ombros e começou a atravessar o rio. A cada passo a criança ficava mais pesada e São Cristóvão se esforçava ao máximo para salvar o menino. São Cristovão disse a criança que estava muito difícil e que parecia estar carregando o mundo! E a criança respondeu:" Não fique surpreso! Você está carregando o mundo, voce carrega o criador do mundo nos ombros! O menino era Jesus!
Por isso São Cristovão é invocado por todos antes de fazerem uma jornada. Raramente se vê um taxi ou onibus sem a medalhinha de São Cristovão em alguns lugar do painel.
Christopher significa "carregador de Cristo". (Christo-phoros).
As sua relíquias estão em Roma e Paris. Ele é invocado contra acidentes.
Em algumas cidades é costume os motoristas levarem seus veículos para serem bentos no dia 25 de julho na igreja de São Cristóvão.
Existe uma tradição antiga, que diz que quem olhasse a imagem de São Cristovão, passaria aquele dia sem qualquer dano. Daí a grande quantidade de imagens e pinturas de São Cristovão nas Igrejas, lojas e residências.

ORAÇÃO DO MOTORISTA

Ó Senhor, por intercessão de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, dai-nos firmeza e vigilância nos muitos caminhos da vida em busca de trabalho, lazer, felicidade e realização. Todos somos caminhantes nas estradas deste mundo, acompanhai-nos constantemente para chegarmos ao destino sem acidentes e contratempos.
Protegei, ó Senhor, os motoristas que conduzem os modernos meios de transportes. Que eles possam ser guiados por vosso Espírito, e assim ajam com sabedoria e respeitem as leis de trânsito. 
Protegei, ó Senhor, aqueles que caminham conosco e ajudai-nos a respeitar a todos, pedestres e transeuntes, agindo sempre com prudência. 
Protegei, ó Senhor, os jovens que dirigem e dai-lhes um coração sempre voltado à vida. Que possam descobrir vossa presença viva no mundo e respeitem a todos. Que cresçam sempre guiados pelo vosso Espírito para que sejam os protagonistas da nova sociedade do terceiro milênio. 
Confortai, ó Senhor, as famílias que perderam as pessoas queridas, vítimas do cruel trânsito brasileiro. Dai-lhes a esperança necessária para viverem em vossa presença sem condenação ou rancor.
Que possamos, Senhor, descobrir vossa presença na natureza e um tudo o que nos rodeia, amando assim cada vez mais a vida.

Amém!



O dia fora do tempo

Google imagens


Os Maia consideram 25 de julho, dia fora do tempo, como uma grande oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, liberar o que já não é mais preciso, agradecer por tudo que foi recebido no período anterior em todos os aspectos.Agradecendo inclusive mesmo os momentos aparentemente ruins ou dramáticos, pois terão sido importantes aspectos de nosso aprendizado e evolução como seres humanos cuja essência é espiritual. Nesse dia que manifesta uma maior conexão com a Essência Geradora, os antigos Maias reservavam muito tempo para orar, meditar e receber a orientação interior quanto aos próximos passos a serem dados no Caminho em direção a evolução espiritual.
No dia 26 de Julho recomeça um novo ciclo com o nascimento astronômico de Sirius, que se eleva no horizonte junto com o Sol, trazendo uma energia de limpeza e purificação interior, trabalhando sutilmente nossos corpos sutis, principalmente o emocional.
O novo ciclo será regido pela Lua (Lua Planetária Vermelha) estimulando a necessidade de limpar casa, relacionamentos, pensamentos, medos, culpas, tristezas, mágoas; enfim, largando de vez ‘aquela mala sem alça’, é o ano propício para a cura emocional e de atitudes e a reciclagem de costumes e valores a favor do amor, a comunhão e o belo.

Feliz fim de ano e inicio de novo ano!
Vamos agradecer a tudo em que vivemos, reverenciar o velho, para o novo poder entrar em nossas vidas, aproveitar esta energia, em que nosso Planeta se encontra, sempre dando-nos a oportunidade de continuar em nossas jornadas evolutivas......

terça-feira, 20 de julho de 2010

Feliz dia do Amigo

Imagem: Google imagens


Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade no reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos pra sempre.

Há duas formas para se viver a vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

sexta-feira, 18 de junho de 2010

AS TRES SOMBRAS

Numa estrada deserta, em noite fria, deslizavam, tristes, três sombras encapuzadas e perdidas em si mesmas. 

Seguiam quase mudas mas, de quando em quando, entreolhavam-se inquietas e murmuravam expressões sem nexo.

Numa curva inesperada, num encontro de vários caminhos, pararam, observaram e, antes de seguirem rumos diferentes, apresentaram-se.
  
A primeira, a mais alta e negra, aproximou-se das demais e, gargalhando, esclareceu:

Eu sou a ira.

Faço-me de caminho mais curto para a morte.

Vivem comigo o desespero e a tragédia.

Trajo-me de orgulho.

O ódio segue-me os passos e calço-me com as sandálias da revolta.

Acompanho o homem desde que o mundo é mundo e pretendo viver com ele eternamente...

Todos me acolhem a toda hora, sem indagação nem exigência.

Com um simples apelo sou recebida com prazer em toda parte.

Sou feliz assim e gosto de atrair todo mundo a mim.
  
A segunda sombra, tristonha e trêmula, falou receosa:

Eu me chamo medo.

Sou a porta larga que conduz à loucura.

Ando despido, mas tenho grande força.

E, olhando para a ira, falou com arrogância:

Você é facilmente vencida por alguns minutos de meditação, prece, perdão, e suas companheiras morrem assim que a humildade se apresente.

Mas eu sou invencível!

Escondo-me na luz e nas trevas, entre sábios e ignorantes, grandes e pequenos, ricos e pobres. Moro em todo lugar.

Como rei, cerco-me de bajuladores fiéis: a dúvida, o receio, a desconfiança, o pavor...

Fez-se breve intervalo e as duas megeras se olharam, quase sorrindo e, fitando a terceira companheira, perguntaram ansiosas:

Quem és tu, filha da tristeza?

Eu? - Inquiriu a sombra pesarosa -

Sou vossa irmã.

E qual é teu nome?

Indagaram numa só voz.

Bem, eu até nem sei ao certo...

Uns chamam-me de infortúnio, outros de felicidade e muitos de desgraça.

Sempre vivi errante, perseguida, odiada.

Jamais pude sorrir.

E, fechando os olhos como quem se recorda de algo, falou com grande emoção:

Um dia, numa estrada como esta, encontrei

Alguém que sorriu para mim.

Era moço, alto e belo.

Tinha olhos mansos e meiga voz, embora Seu rosto refletisse tristeza imensa...

Logo depois, fitou-me comovido e, mudo, passou...

Notei que muitos o seguiam, chamando-lhe Mestre.

Tempos depois eu o encontrei novamente.

Era noite e Ele orava num lugar sombrio, chamado Horto das Oliveiras...

Olhei-O e Ele reconheceu-me.

Seu rosto suado cobriu-Se com ligeiro sorriso e Ele disse-me:

"Não desfaleças, irmã!

Segue tua trilha."

Daquele momento em diante não o deixei mais...

Acompanhei-O atado a cordas, suportando os golpes do chicote dilacerando-Lhe as carnes, a fúria dos perseguidores, a solidão, o abandono...

E quando Ele Se agitava na cruz, cercado da multidão encolerizada, fitou-me quase sem forças e murmurou só para mim:

"Avança, missionária.

Longa, difícil e bela é a tua tarefa.

Não mais seguirás a ira e o medo.

Serás minha mensageira ao mundo desatento...

Caminharás só e incompreendida, ensinando em silêncio...

De quando em quando, terás a companhia das lágrimas e da saudade, mas em teu caminho deixarás esperança e paz.

Vai, dor irmã.

E em meu nome ergue as minhas ovelhas.

Chama-as a mim.

Fala-lhes da paciência e da resignação, da coragem e bom ânimo."

E depois de rápida pausa concluiu:

Sou a dor.

Acompanhei Aquele moço belo, de olhos mansos e meiga voz, até os últimos minutos de Sua breve existência entre os homens.

E é em nome Dele que busco Suas ovelhas e as conduzo ao Seu aprisco.

Houve profundo silêncio...

O vento soprou mais forte e, despedindo-se, as três sombras seguiram, cada uma por caminho diferente.

Redação do Momento Espírita

com base no cap.32 do livro Crestomatia da imortalidade, por Espíritos diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.