segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Reveja os seus conceitos

(Texto na Revista do Jornal O Globo) - Martha Medeiros / Jornalista e escritora

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada..

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas..

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

domingo, 8 de janeiro de 2012

SEREIAS E CETÁCEOS!


Canalizada por Elisangelis G. de Souza (Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda), em 23.11.2010



Saudações amadas filhas do amor de Gaia!

Somos as Ondinas, Sereias e os Cetáceos e estamos presentes para lhes trazer uma mensagem de amor, fé e alegria!

Amadas filhas, que alegria estabelecermos essa forma de conexão com todos vocês! É uma dádiva dos céus mantermos esse meio de comunicação, uma palavra, um sentimento, uma ideia, uma intenção e vocês sempre se conectam e mais, alguns, inclusive, nos captam as intenções e sentimentos sempre intensos quando estamos prevendo algum episódio climático que possa trazer-lhes algum desequilíbrio aparente, mas que na realidade, traz a todos vocês a certeza de que o objetivo é o EQUILÍBRIO.

Nada na Criação ocorre por motivo diferente do que vos falo, pois tudo, sim, exatamente tudo está voltada para o restabelecimento da alegria e não tenham dúvida disto, pois sempre assim se realiza em todos os tempos e em todos os lugares do Universo.

Minhas amadas crianças, como gostaria que vocês flutuassem em vossa dimensão como nós fazemos em nosso meio aquático/cristalino. Ah, se sentissem a sombra do amor e da alegria que nos acompanham em cada movimento, em cada suave deslizar das ondas perenes e regulares que quebram numa areia da praia ou de uma Ilha qualquer desse maravilhoso habitat chamado Planeta Azul.

Planeta Azul recebe este nome por conta de nossa significativa presença sobre ele, afinal somos 70% de todo o seu espaço físico, e mesmo assim, podemos passar pouco de nossa rotina amorosa nesses éons de convivência simultânea.

Nossas evoluções, as ondinas, os cetáceos e sereias sempre estiveram em paralelas e, no

entanto, nunca tivemos oportunidades mais intensas de interação ativa para que pudéssemos trocar experiências de nossa realidade aquática.

Sim, excetuando-se as lendas que são transmitidas por povos primitivos, e vocês assim o

chamam, pois para nós, eram os povos mais sensíveis e sábios, pois souberam ouvir-nos e captar nossas ideias, sentimentos e até nossas evoluções lunares e solares, e, também sabiam, de acordo com todo esse sincronismo, onde e quando os eventos climáticos expressivos ocorreriam e, nem por isso, viram-nos como seus inimigos, pois apenas quiseram ter conosco uma relação amorosa de quem abraça um amigo diante de uma situação de prova e não uma despedida ou disputa, pois esses povos, que vocês chamam de antigos, são na realidade, os que mais sabiam sobre nós e sobre GAIA, pois quem entende GAIA entende o nosso papel sobre a Terra, e por que não transmitiram isso aos demais que vieram depois estes.

Será que vocês não esqueceram que muito poderiam aprender com esses que acreditam ser menos evoluídos do que vocês? E, por que ainda querem se sobrepor ao conhecimento destes antigos, pois as máquinas e os saberes da modernidade não traduzem sentimentos. Ou traduzem?

Enquanto se prenderem ao automatismo que recheia cada parte de uma revolução ou

evolução tecnológica, vocês estarão recuando nesse diálogo com os seres da natureza e isto, não falo somente com relação a nós: ondinas, sereias e cetáceos. Não apenas estarão recuando em vossas evoluções, e dirão: mas se pode recuar? Nós dizemos que SIM. Pois poderiam contar com esse meio de comunicação e troca de experiências e agora não contam por mera IGNORÂNCIA, então só podem estar optando pelo caminho mais complexo, entendam, nós estamos aqui para auxiliá-los nesse processo e também estamos crescendo na Criação Divina, pois no Universo ocupamos uma posição que também gera uma sequência evolutiva, não idêntica a de vocês humanos, mas nesse Planeta Azul, esta evolução se dá de forma PARALELA. Compreendam: se estamos evoluindo paralelamente, é por que o Pai espera que façamos de nossos talentos uma troca constante, mas vocês se fecham em seus casulos do EU SEI TUDO e pensam que não precisam de mais ninguém, além de DEUS e a própria inteligência. Mas, se fossem um pouco mais humildes, e as crianças sabem disso muito bem, perceberiam que estamos aqui, há poucos metros, quilômetros de distância, pois muito temos a compartilhar com todos vocês. Considerem esta possibilidade, o diálogo possível entre o Homem e a natureza; e, nesse caso, com elementais da água, incluindo nossos irmãos cetáceos que trazem muitas informações do Cosmos, pois são porta-vozes de muitos sinais e códigos nesse meio aquático. Estão aqui para AUXILIAR e não seria por outro motivo, pois nesse processo DIVINO e CÓSMICO, EVOLUI-SE aprendendo, auxiliando e compartilhando:

“Aprendam que a convivência harmônica” e de forma respeitosa entre todos os Reinos da Natureza é a única forma de obterem o crescimento pessoal, coletivo e planetário que tanto almejam. Sem isso, é como se retirassem o próprio oxigênio, e a falta desta consciência reforça a tendência aos desequilíbrios nas cadeias alimentares existentes neste Planeta, que também contribuí para a poluição de todos os meios de vida dos seres que vieram para cá, com o intuito de auxiliá-los em vossas evoluções, pois a essa altura, já devem saber que são responsáveis pela vida dos menores, E ISSO NÓS DIZEMOS E AFIRMAMOS: VOCÊS SÃO RESPONSÁVEIS PELA VIDA DOS DEMAIS SERES SOBRE O PLANETA!

Digam o que quiserem! Nada os livrará dessa responsabilidade que recai sobre todos vocês: a de que os seres menores, da célula única ao mais complexo animal vivente, estão sob vossa guarda, pois assim quis o Criador.

Embora saibamos disso, não trazemos nenhuma cobrança sobre as vidas que estão imersas no meio aquático, mas sim a lembrança de que conscientes ou não, serão cobrados em algum momento nesse sentido.

E nós, ao contrário, nunca cobramos, sempre ofertamos nosso amor, nossa onda, nossa espuma que borbulha em alegria por recebê-los em nossa casa.

E nós os cetáceos, ficamos muito felizes quando encontramos humanos que realmente nos amam, nos recebem, e nos acolhem em seu regaço de luz e alegria, pois somos a Alegria em forma de Seres...

Amem, cuidem de tudo que o Criador vos confiou, pois estamos aqui para compartilharmos todo nosso amor e Alegria com todos os Seres da Criação!

Sejamos Unos com tudo que É, pois este é o propósito do Criador para com todos os seus Filhos!



Canalizada por Elisangelis G. de Souza (Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda), em 23.11.2010

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os astrólogos do Oriente 3 Reis Magos


Os Três Reis Magos são personagens bíblicos que visitaram Jesus quando do seu nascimento, logo após terem avistado no céu a Estrela de Belém. Essa imagem nos é bastante conhecida e familiar. Ocorre que existem informações astrológicas contidas nesse evento que raramente são mencionadas.
O registro mais conhecido sobre os Reis Magos encontra-se na Bíblia, no Evangelho de Mateus 2:1, que os descreve como “homens que estudavam as estrelas”. O texto não menciona seu número, mas foram associados a três por causa dos diferentes tipos de presentes que levaram: ouro, incenso ou olíbano e mirra. Tal concepção surgiu no séc. VII d.C. Já a tradição oriental falava que eram doze.
Quem melhor os descreveu foi S.Beda, o Venerável (673-735 d.C.) em seu tratado “Excerpta et Colletanea”, que disse: “Melquior era um velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas e vinha de Ur, terra dos Caldeus; Baltazar era mouro, tinha quarenta anos e barba cerrada, vinha do Golfo Pérsico; e Gaspar, o mais novo, tinha vinte anos, era robusto e saíra de uma região montanhosa perto do Mar Cáspio”. Com relação aos seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior “O Rei é minha luz” e Baltazar “Deus manifesta o Rei”. O termo Reis também foi acrescentado mais tarde. Eles foram nomeados Reis porque antigas profecias diziam que reis prestariam homenagens ao Messias.
O fato relevante é que a palavra mago deriva do latim magus e do grego mágos e significa sábio e sacerdote da Pérsia. Os Mágoi, ou Magos, faziam parte de uma casta sacerdotal detentora de todas as ciências, inclusive as ocultas. Dedicavam-se ao estudo da Astrologia e Astronomia. Tratavam-se de sacerdotes da religião zoroástrica e teriam ligação com Balaão, contemporâneo de Moisés (Números 24:17).
Já a Estrela de Belém foi um evento astronômico com grande significado astrológico que apenas sábios, estudiosos e Astrólogos conheciam e a que essa ocorrência se referia. Mateus chamou-a a Estrela da Palestina.
A Astrologia nesse período tinha um papel muito importante no oriente médio, por isso seria natural associar um evento celeste ao nascimento de Jesus, assim como se associou um eclipse à morte de Herodes e um cometa ao assassinato de Júlio César em 44 a.C. Estrelas em movimento ou cadentes pressagiavam a morte de grandes homens ou nascimento de deuses, como Agni, Buda e Cristo.
Foi Johannes Kepler, Astrólogo, astrônomo e matemático que, em 17 de dezembro de 1603, na cidade de Praga, fez as primeiras associações astronômicas à Estrela de Belém. Ele estava observando em seu simples telescópio a conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes. Essa conjunção fazia com que os dois planetas somassem seus brilhos e se parecessem com uma nova estrela, muito brilhante. Sendo um homem estudioso e postulante a pastor, Kepler lembrou-se do que havia lido num texto do Rab. Abravanel (1437-1508). Os Astrólogos judeus diziam que quando Saturno fizesse conjunção com Júpiter em Peixes o Messias viria. Isto porque sabiam, e os Magos também, que a constelação de Peixes era conhecida como Casa de Israel, era o signo do Messias e sinal do fim dos tempos. Júpiter era a estrela real da casa de Davi e do príncipe do mundo e Saturno, a estrela protetora de Israel, da Palestina no oriente. Assim, eles compreenderam, por meio dos significados astrológicos dos planetas e da constelação envolvidos, que o Senhor do final dos tempos havia nascido.
Essa conjunção durou cinco meses durante o ano 7 a.C. – provável ano efetivo de nascimento de Jesus – de 29 de maio a 08 de junho, de 26 de setembro a 6 de outubro e de 05 a 15 de dezembro e pôde ser vista com grande nitidez e claridade na região do Mediterrâneo. Kepler julgou ter encontrado a Estrela de Belém, mas não levou o assunto adiante.
Foi apenas em 1925 que esse tema voltou a ser estudado. O estudioso alemão Paul Schnabel encontrou registros dessa conjunção em tabuinhas de argila datadas da antiga Babilônia e do período neo-babilônico. Essas pequenas tábuas estão em escrita cuneiforme e são registros astrológicos da antiga Escola de Astrologia de Sippar (Zimbir em sumério, Sippar em assírio-babilônio), atual sítio arqueológico de duas antigas cidades da baixa Mesopotâmia e separadas por apenas sete quilômetros na Babilônia, atual Iraque. Escavações realizadas no final do séc. XIX encontraram ainda os restos de um templo e um zigurate dedicado a Shamash – deus solar, Ebabbar – e o antigo escriba da Escola de Astrologia. Atualmente, essa tabuinhas encontram-se no Museu de Berlim, Alemanha.
Enfim, os Magos, Astrólogos que eram, conheciam bastante bem o significado astrológico desse evento celeste conhecido como Estrela de Belém. Foi por isso que levaram como presentes o ouro, que representa a realeza; o incenso ou olíbano, que representa a fé, a oração que chega a Deus como a fumaça sobe aos céus (Salmos 141:2) e a mirra, resina anti-séptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, remetendo à morte de Jesus.
Na Catedral de Colônia, Alemanha, existem três caixões revestidos de ouro no altar-mór, transladados da Itália no séc. XII. Desde 1164 os restos mortais ali contidos são atribuídos a Gaspar, Melquior e Baltazar.
Em várias partes do mundo os Magos são festejados e celebrados, inclusive aqui no Brasil. Sua festa é conhecida como a Festa de Santos Reis, importante manifestação cultural brasileira e celebrada todo dia 6 de Janeiro. E não por acaso, esse também é o dia em que comemoramos o Dia do Astrólogo!!
Fonte: http://www.astrobrasil.com.br/site/artigos/os-tres-reis-magos/

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Criar Raizes


Muitas vezes achamos que criar raízes significar ficarmos parados, inertes, sem sair do lugar, pois bem não vemos uma árvore andar, caminhar por ai, ela esta sempre parada no mesmo lugar.

Nossas raízes mostram –nos, como estamos vivendo neste plano, vejam, uma arvore por mais parada, e com seus troncos rígidos, ela possui a sua flexibilidade, os galhos balançam com o soprar do vento.

As raízes que as alimentam, elas tiram o alimento da Mãe Terra, para os seus galhos ficarem firmes e frondosos, e nos dar belos frutos e sombra.

A árvore ela tem ligação entre o céu e a terra, o alimento dela vem dos dois, do sol, irradiando em suas folhas, e da terra, tirando os nutrientes que ela necessita.

E como andam as vossas raízes?

Já se perguntaram?

Como andam as vossas arvores?

Que frutos que elas estão oferecendo para sua vida e a de quem esta em sua volta?

Não podemos viver só no mundo das ilusões, precisamos ter a estabilidade que a arvore-nos mostra, como teremos isto?

Fazendo a ligação entre céu e terra, deixando a energia da terra subir pelas suas raízes, (pés) passando pelo seu tronco (corpo físico) e saindo pela sua copa (topo da cabeça).

Estar sempre na conexão do agora.

Para que a sua arvore seja bem alimentada, dando ótimos frutos na terra.

Irrigue-a com água do amor todos os dias, alimente com o sol da esperança e puxe a energia de concretude dos minerais da terra....